COMUNICADO: não poderei concorrer a Deputado Federal em 2018

Amigos,

Por motivos de força maior, financeira, burocrática (tudo junto), não poderei ser candidato a Deputado Federal em 2018 pelo PHS, como havia planejado e anunciado. Sei que a notícia abalará os alicerces da República, mas não há o que fazer.

 

 

Se há algo que aprendi na vida, é a lidar com a completa impossibilidade de fazer praticamente qualquer coisa que eu considere importante. Isso já nem me incomoda mais.

A boa notícia é para os poucos valentes que aguentam me escutar na Metropolitana: como não serei candidato, continuarei no ar, e vocês poderão me ver praticamente narrando as peripécias dos candidatos que estarão, de fato, concorrendo.

Força a todos.

Os amigos podem contar com a minha ajuda no que for necessário, já que não poderei ir às urnas.

Já os inimigos… bom… eu acho que atualmente não tenho inimigos (pelo menos, da minha parte não), mas se os tivesse… ah, estariam ferrados. Ou não.

Nunca, em décadas, um grupo teve tanta força e unidade em Viamão

Viamão é uma cidade na qual eleições municipais são, tradicionalmente, decididas por detalhes: não havendo segundo turno por aqui, os prefeitos são normalmente eleitos com pouco mais de um terço dos votos. Mas, em 2016, tivemos um raro caso de vitória “de lavada”, com mais de 50% do votos, atribuída ao atual prefeito André Pacheco.

A situação mudou pouco desde então: o tucanato viamonense, concentrado ao redor do governo municipal e, principalmente, do seu lider de facto, o ex-prefeito Valdir Bonatto, desfruta de um poder político absolutamente inédito nas últimas duas decadas na cidade.

Se observarmos, durante os governos do PT, os partidos de oposição eram fortes e realmente dividiam as votações locais quando chegava a hora de apoiar candidaturas em eleições gerais. Hoje, Viamão é um grande campo político Bonattista, sem grandes obstáculos. São partidos e mais partidos, uma maioria absoluta na Câmara, cabos eleitorais por toda parte e uma administração municipal que, mal ou bem, ainda tem força e poder de barganha junto às comunidades.

Jamais, neste século, um grupo teve tamanho domínio sobre o Executivo, o Legislativo, e a vida política de Viamão como um todo, com tantos links nas vilas e recursos midiáticos, econômicos e humanos.

 

 

Isso quer dizer o seguinte: André, Bonatto e seus aliados, mesmo já acometidos por um certo desgaste no governo, têm nas mãos a melhor chance das últimas décadas de somar, na cidade, a força necessária para o lançamento de pelo menos um deputado federal e um estadual, saídos diretamente das trincheiras da política local em 2018.

O grande obstáculo possível seria a divisão deste bloco em várias candidaturas (por causa dos sempre presentes egos conflitantes). Mas, dado o grau de centralização dessa turma (toda grande decisão parece já sair pronta da Estrada da Branquinha), é provável que nem isso seja um problema.

Se a situação é bom ou ruim, se os nomes a serem apoiados por esta gigantesca máquina são bons ou maus, cabe a cada um julgar conforme seus próprios critérios.

Nova Executiva Estadual do AVANTE tomou posse ontem

A noite de ontem foi marcada pela posse da nova Executiva Estadual do AVANTE (antigo PTdoB), no salão de eventos do Hotel Intercity, em Porto Alegre. O novo presidente do partido no RS é o meu amigo Rubens Rebés.

Além dos líderes regionais e de dezenas de representantes municipais, tínhamos ali o presidente nacional do AVANTE, o deputado federal Luis Tibé, de Minas Gerais. Pessoas de outros partidos também prestigiaram o evento: o ex-vice-prefeito da capital, Sebastião Melo (MDB), o prefeito de Canoas, Luis Carlos Busato (PTB), e a vice-prefeita de lá, Gisele Uequed (Rede), com o pai dela, o ex-deputado federal constituinte Jorge Uequed.

 

Luis Tibé, o presidente nacional do partido.

 

Não, eu não fiz minha imitação do Melo na frente do Melo. Que pena.

 

Carmen Santos, presidente do partido em Porto Alegre, (e, descobri, minha espectadora do programa Zoeira).

 

Gisele Uequed, vice-prefeita de Canoas.

 

O indefectível Jorge Uequed.

 

As duas últimas presenças foram as mais especiais para mim, porque eu não conhecia o deputado, a não ser como personagem histórico. Eu tinha muito contato com a Gisele pelas redes sociais na época em que organizava minhas infames e bastante inapropriadas enquetes.

Essas e outras presenças me deram uma certa noção do tamanho do partido e de seus líderes. Rubens recentemente capitaneou com sucesso uma onda migratória de grandes proporções, do PHS para o AVANTE, em curtíssimo espaço de tempo. O novo partido está organizado em mais de 130 municípios gaúchos.

Rebés começou sua trajetória nos protestos de 2013 aqui em Viamão. Depois, fundou o DEM na cidade e puxou votos para o Onyx Lorenzoni. Dali foi para o PROS, já em Porto Alegre e, saindo também deste partido, virou presidente estadual do PHS. Há alguns dias, sentindo-se sacaneado, foi para o AVANTE. Agora, é pré-candidato a Deputado Estadual.

 

OU CRESCE, OU MORRE

O principal desafio do AVANTE para 2018 é ultrapassar a votação mínima prevista na nova Cláusula de Desempenho: o partido precisará multiplicar por QUATORZE a votação feita em 2014 para o Congresso no RS. A diretoria parece saber disso, e começou a se organizar. Durante o evento, foi apresentada uma lista dos pré-candidatos a deputado, com nominata praticamente cheia, cobrindo todas as regiões do Estado.

Eu mesmo penso em me filiar e, finalmente, concorrer em uma eleição.

O que eu vejo nos planos de Chiden e Geraldinho

Antes de mais nada, que fique claro: eu não perguntei nada sobre isso a nenhum deles. Estou só ponderando em cima dos fatos.

Os dois têm em comum três características: ambos já foram políticos com mandatos importantes (deputado e prefeito); ambos sofreram desgastes que os levam a fazer cada vez menos votos a cada eleição; e ambos parecem estar apostando em “caronas” para reverter este quadro.

O ex-deputado Geraldinho Filho, depois de sagrar-se primeiro e até hoje único político viamonense a tomar posse no Congresso Nacional, aninhou-se no governo Bonatto/André. Está em visível pré-campanha. Contará com o apoio da “máquina”, CCs e aliados do governo municipal – é sua grande chance de reverter a perda de força eleitoral dos últimos anos. E talvez seja sua última grande chance em uma eleição geral. Se não der certo, ele será praticamente obrigado a descer um degrau e voltar às disputas em nível municipal.

Já o ex-prefeito Jorge Chiden assume a presidência do REDE em Viamão. O partido vive hoje uma virtual inexistência, com poucos filiados e nenhum nome eleitoralmente forte. Mas, se Marina Silva for eleita para a Presidência da República, ou simplesmente der mais visibilidade ao partido, Chiden passará a ter uma chance de voltar ao jogo. Ele precisa chegar a 2020 politicamente vivo – algo só possível se o REDE vencer a cláusula de barreira – para poder ter algum papel nas eleições municipais.

Lancei meu novo livro “Política para Iniciantes”

Estou ainda experimentando o Amazon KDF, uma plataforma para lançamento de livros (ebooks) para Kindle. O sistema abre a possibilidade de venda do livro físico pela própria Amazon. E a obra “selecionada” para esta nova fase tecnológica da minha vida como escritor é o manual semi-maquiavélico “Política para Iniciantes”.

Trata-se de um guia bastante prático e desprovido de pendores moralistas ou ideológicos. Começa falando sobre os cargos, a estrutura dos três poderes, legislação eleitoral, e depois ingressa em assuntos mais subjetivos, como a mecânica de funcionamento REAL dos partidos. No final, o livro assume que seu leitor pretende ser candidato, e traz instruções muito didáticas sobre material impresso, campanha na internet, organização de campanha, etc.

O texto é todo permeado de dicas e macetes que você não encontrará em nenhuma obra sisuda sobre ciência política. É um livro escrito “no popular”, para quem não tem tempo a perder, e quer saber como as coisas são – não como deveriam ser.

“Política para Iniciantes” já está disponível na Amazon.