Minha pequena Biblioteca FREE

Existe uma vasta coleção de livros na internet, disponíveis em domínio público ou compartilhados sob uma licença Creative Commons. Neste espaço, eu reúno obras de qualidade, disponíveis para download em formato PDF.

 

A DESOBEDIÊNCIA CIVIL

Henry David Thoreau era um sujeito realmente interessante. Naturalista, pensador, um sujeito multifacetado e inteligente. Insatisfeito com a sociedade de sua época, ele ia ás aldeias indígenas desarmado para aprender com os “selvagens” e chegou a morar por dois anos no meio do mato.

Um dia, acabou preso por não pagar seus impostos – o escritor não queria dar dinheiro para um governo que, na época, aceitava a escravidão e travava uma guerra de conquista contra o México. Ficou só um dia na cadeia, mas dali saiu para escrever este livro, publicado em 1849 – uma pérola da rebeldia, livre de utopias e carregada de bom senso. Thoreau nunca liderou um movimento de massas, nem propôs uma revolução. A revolta dele tem um sentido individual. É muito mais um grito de “basta” diante da massificação do que qualquer outra coisa.

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THE LUSTFUL TURK

“The Lustful Turk” foi publicado anonimamente em 1818 por John Benjamin Brookes, em plena Inglaterra pré-vitoriana. Este livro acabou alcançando grande popularidade muitos anos depois, em 1893. Trata-se de uma história erótica, contada em formato epistolar (simulando cartas), estilo muito comum no século XIX. Suas personagens principais são duas moças britânicas levadas como escravas ao harém de um dignatário turco.

O sujeito é um tarado mas, curiosamente, não um monstro: ele serve como contraponto aos tabus e recalques da sociedade britânica da época. As próprias personagens femininas, mesmo sendo prisioneiras, têm personalidades próprias. E falam abertamente sobre suas sensações e vivências, algo incrível em uma época na qual o prazer sexual feminino era um assunto absolutamente negligenciado. No mais, trata-se de uma obra leve e muito interessante.

O texto disponível aqui é a versão original em inglês – uma leitura interessante para quem domina o idioma, e um material útil para quem o está aprendendo. Ainda mais porque contém muito poucos arcaísmos, e o vocabulário também não é muito rebuscado.

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THE QUADROONS (from The Liberty Bell)

Lydia Maria Child foi uma escritora norte-americana pouquíssimo conhecida no Brasil, mas que faz parte da história de um dos capítulos mais nobres da história dos EUA: o movimento abolicionista.

Em “The Quadroons”, uma história relativamente curta, ela narra as vidas de uma mulher mestiça livre que ama um homem branco, e vive com ele embora o casal não possa celebrar um casamento oficial. Da união nasce uma filha. E a história toda desenrola-se de uma forma que não posso descrever sem dar spoilers.

É uma leitura que, garanto, vale a pena. O texto aqui é o original, publicado no anuário anti-escravagista “The Liberty Bell” de 1842 e, como boa parte das coisas que leio e recomendo, está em inglês.

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DESIREE’S BABY

Publicado em 1893, esta história curta se passa na Louisiana um pouco antes da Guerra Civil Americana, e trata do espinhoso tema da miscigenação.

A autora, Kate Chopin, conseguiu criar uma espécie de clima peculiar nesta obra, enquanto, sem alarde, joga na cara do leitor da época (e, bizarramente, de muios ainda hoje), a relatividade, hipocrisia e o absurdo da noção de “raça” e de “pureza racial”.

Vocês só vão entender o que estou dizendo, quando lerem a obra. Ela está em inglês.

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A ESCRAVA ISAURA

Hoje mais conhecido sob a forma de uma novela da Globo, o romance escrito em 1875 por Bernardo Guimarães é um clássico da literatura brasileira. O lançamento desta obra aconteceu em uma época de grande debate sobre a escravidão, e a história contada nela tem um forte viés abolicionista, disfarçado sob a narrativa romântica.

Isaura é filha de uma mulher negra, mas tem a pele branca como a do pai. Apesar da aparência “branca”, ela é escrava de um senhor cruel e pervertido, que a submete às maiores humilhações. Com esta fórmula, o autor conseguiu criar uma personagem com a qual o público branco pudesse criar uma rápida identificação e empatia, levando-o a enxergar a realidade da escravatura pelo lado normalmente relegado ao negro. Uma jogada inteligente, na minha opinião.

Entendo “A Escrava Isaura” como uma espécie de obra obrigatória – se não oficialmente, ao menos moralmente.

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A DIVINA COMÉDIA

Antes de mais nada, é importante dizer que “comédia”, aqui, não significa que o texto seja engraçado – no começo do século XIV, quando Dante Alighieri escreveu sua obra, a palavra designava obras com final feliz. “Comédia” era simplesmente um antônimo de “Tragédia”. Então, não espere encontrar piadas neste livro.

O primeiro volume desta obra saiu em 1304, e o último em 1321. Na narrativa, expressada em forma poética, Dante Alighieri nos carrega em uma viagem pelo mundo dos mortos, recheada de personagens, pequenas histórias, observações, lugares e montes de alegorias, numa espécie de “sandbox” filosófico. Não é a toa que “A Divina Comédia” é considerada uma das maiores obras da literatura ocidental.

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DOM CASMURRO

Machado de Assis dispensa apresentações e, de certa forma, “Dom Casmurro” também. A obra, originalmente publicada em livro em 1900, virou uma espécie de ponto de referência da literatura brasileira.

Ao contrário do que se espera de livros listados para o vestibular e considerados clássicos, este aqui não é NADA sonífero: a narrativa é cativante, os personagens são intrigantes. Não é a toa que, há 120 anos, uma parte significativa da população tenha sido capaz de entender a referência contida naquela velha pergunta… afinal, Capitu traiu ou não traiu?

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ELOGIO DA LOUCURA

Erasmo de Roterdã era um sujeito sério. Trocava cartas com Thomas More (o autor da “Utopia”), e indignava-se com o que via ao seu redor. Em “Elogio da Loucura”, sua ideia era expor a hipocrisia e os absurdos reforçados, na época, pelo stabilishment católico. O problema é que o livro ficou tão bom, que até o Papa da época adorou. E o que era para ser uma facada nas consciências acabou sendo absorvido como fenômeno pop. E isso, em 1511.

A leitura hoje parece meio delirante mas, em sua época, provocou uma revolução, se não de ideias, ao menos de estilo. E segue sendo um conteúdo bem interessante, mesmo, séculos depois.

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