Comunicação e Jornalismo

Nesta página, trago links para os meios de comunicação nos quais eu escrevo, falo ou faço participações. Minha história é a de uma figura com pouco talento mas dotada de enorme persistência.

 


JORNAL SEXTA

O Jornal Sexta nasceu em 2010, da cabeça do meu grande amigo Daniel Jaeger Marques – que começou sua carreira como colunista do meu jornal “A Cidade”.

Fui um dos quatro membros-fundadores do jornal – éramos eu, o Daniel, o professor Vilson Arruda Filho e o ex-secretário municipal de cultura Hélio Ortiz.

Colaborei como colunista fixo, às vezes diagramador e ocasionalmente repórter desde o primeiro número, em 2010. Tomamos de assalto a cidade de Viamão, com um desenho moderno, manchetes bombásticas e uma linha editorial ousada e investigativa.

A partir de 2015, o jornal deixou de ser impresso e passou 100% para a internet. Eu fui o desenvolvedor do site e, atualmente, sigo publicando minhas opiniões e análises por lá.

http://www.jornalsexta.com

 


UMA HISTÓRIA DE PEQUENOS SUCESSOS E GRANDE TEIMOSIA

Minha formação original é a Comunicação. A partir dela, foram surgindo todas as outras coisas que já fiz e que hoje faço na minha vida. Tenho a perfeita noção de que não sou bonito, articulado ou talentoso. Por isso, resolvi ser pelo menos esforçado.

Em alguns casos, tive a sorte de apostar na “onda” certa em momentos específicos. Meus sucessos, no entanto, foram sempre efêmeros. Nunca fiz fortuna ou fama neste campo da atividade humana. Mas vivi algumas histórias e conheci gente bem peculiar.

Essa viagem começa na Faculdade dos Meios de Comunicação (a popular FAMECOS) na PUC, em  Porto Alegre. Ingressei no curso de Jornalismo em 2000 e me formei em 2005.

Eu e minhas colegas, com o saudoso PageMaker.

Eu adorava criar projetos gráficos para jornais – chegava a fazer isso por mera diversão – e descobri, muito cedo, um talento e um gosto pela diagramação e pelo design. Tanto que acabei atuando por dois semestres como monitor dessa cadeira, no meio do curso. Eu também tinha muita aptidão para escrever.

Com essas inclinações, é óbvio que meu “lance” principal sempre foi o jornal tradicional, de papel.

Minhas primeiras matérias foram publicadas no comecinho do século em um jornal chamado “A Tribuna”, em Viamão, cidade para a qual eu acabaria depois transferindo minha vida. Eu precisava escrever reportagens para apresentar na faculdade, e o velho José Paulo Correa Lopes me dava umas pautas. Eu não ganhava nada, mas achava aquilo o máximo.

Até que, em dezembro de 2004, eu fundei um jornal!

O “A Cidade” chegou às ruas de Viamão cheio de inovações gráficas e ousadias editoriais. Nele, “nasceram” algumas figuras interessantes da imprensa e da política locais. Mas eu não tinha um plano claro de negócios. E assim, apesar de todo o entusiasmo, em um ano fui à falência.

Eu poderia contabilizar este imenso fracasso como algo completamente negativo mas, no fim, eu saí dele um profissional completo, capaz de tocar um jornal sozinho e dominando todas as funções de uma redação.

Passei os anos seguintes contribuindo com projetos interessantes – como o esquisitão “Correio Viamonense”, um jornal que tinha como mascote uma caricatura do Elvis Presley – e escrevendo intensamente. Tenho orgulho de dizer que apareci como autor de pelo menos um artigo ou nota em absolutamente todos os jornais que circularam em Viamão de 2003 a 2013.

No final da década, o conhecimento obtido na época do “A Cidade” começou a “se pagar”: eu acabaria sendo contratado pelos jornais “Esperança” (de Vespasiano Correa) e “Águas Claras do Sul” (de Viamão) para fazer um papel misto de editor e diagramador. Também criei os projetos gráficos desses jornais.

Foram experiências realmente incríveis porque, nos dois casos, eu tinha como chefes uns amigos mais velhos – em um deles, o ex-vereador Artur Gattino, que sabe TUDO de política e, no outro, Jorge Cavalheiro, que sabe TUDO de vendas. Aprendi muito com ambos, e eles reconheciam minhas visões na hora de discutir as linhas editoriais dos periódicos.

O “Esperança” e o “Águas Claras do Sul” foram grandes sucessos de público e, neles, eu imprimi um pouco do meu “espírito”: manchetes bombásticas impressas em cores vivas, fotos enormes das capas, fontes espaçadas e modernas, altos contrates, linguagem popular e direta, e linhas editoriais ousadas, pulsantes.

Eu realmente me DIVERTIA montando aquelas edições! E o fiz por anos!

Em 2010, embarquei ainda em outra aventura, como um dos quatro membros do “núcleo duro” do Jornal Sexta, uma das publicações de maior sucesso e tiragem em Viamão na primeira metade da década.

Mas nem só de papel vive o homem.

Além dos jornais, me dediquei também à internet. E hoje, analisando a história, percebo que fui um dos pioneiros dela em Viamão.

Em 2006, fiz um dos primeiros sites de campanha eleitoral do município. Antes disso, já havia desenvolvido o site do PDT viamonense – provavelmente o primeiríssimo site de um diretório de partido na cidade.

Em 2007, lancei meu blog, que foi um dos sites mais populares da fase pioneira do webjornalismo viamonense, ao lado do site Viamão Hoje e de outras iniciativas menos lembradas da época.

No começo da década seguinte, esta “cena” embrionária perdeu espaço para os primeiros sites profissionais de notícias – e eu participei um pouco desta fase também.

Outra “onda” daqueles tempos foi a das rádios comunitárias. Eu não cheguei a ser uma figura importante neste movimento, mas fui a muitos programas em várias emissoras.

Eu sempre fui um pouco multimídia.

Fiz também muitos trabalhos paralelos na publicidade – especialmente como “marqueteiro” e criador de material para candidatos diversos em todas as eleições municipais, de 2004 até hoje.

O engraçado é que, depois de viver a transição do papel para os sites, eu tive a sorte, ainda, de ser um dos protagonistas de mais uma virada tecnológica da Comunicação viamonense: em 2017, entramos no ar com o JS Debates, o primeiro grande programa local exibido ao vivo pelo Facebook. Fizemos um tremendo sucesso na época, até que o formato banalizou-se.

Eu acabei participando de outras coisas na mesma linha, como a Metropolitana Web, e a Midia+. Mas a falta de tempo acabou me tirando do ar por uns tempos.

Entre sucessos e desventuras, eu de qualquer forma nunca consegui viver da Comunicação. Sempre precisei dedicar-me a ela nas horas vagas enquanto mantenho empregos “normais” para pagar as contas.

Chegando perto dos 40 anos de idade, já não fico mais triste com a pequeneza e a finitude das minhas marés de sucesso midiático. Aprendi a apenas aproveitá-las, na certeza de que, ali adiante, pode surgir uma outra oportunidade para brilhar.

Além disso, o caráter fugidio da fama não me incomoda tanto porque a obscuridade não me impede de viver dignamente – como já citado, eu sempre tive sólidos “plano B”.

É óbvio que eu adoraria poder viver de mídia, mas essa minha condição concreta tem um lado bom: ela me permite fazer algumas escolhas éticas.

Eu fui, por exemplo, abandonando pouco a pouco o papel de “Jornalista stricto sensu”. Em parte porque meu meio original e favorito, o jornal impresso, está desaparecendo. E por outro lado porque, com meu crescente envolvimento na política, não acho correto produzir um tipo de conteúdo no qual o público espera alguma imparcialidade.

Eu não estou aqui para enganar ninguém, entende?

Essa é a minha história até agora: ela consiste em pequenos sucessos que decolam e caem como “voos de galinha”, encrustados em extensas temporadas de esforço infrutífero. Mas eu não a conto com amargura ou lamentação. Pelo contrário!

Olho para trás e vejo que, em todas essas “gauchadas”, acabei aprendendo alguma coisa. Tive rivalidades épicas, muitas das quais se transformaram em amizades. Conheci tanta gente incrível nessa estrada! Amigos para a vida toda!

E algumas coisas sempre ficam como legado. Eu ando pela cidade e percebo que, em toda parte, alguém sempre sabe quem eu sou. Às vezes, alguém lembra de algo que gostou. O prêmio da minha obra é esse: o carinho das pessoas.

Eu não tenho ainda nem 40 anos de idade. Quem sabe o que ainda vem pela frente?

Sigo entusiasmado, falando no rádio, saltando em novos projetos e, claro, escrevendo. Eu amo escrever. Acho que vou fazer isso até o último dia da minha vida.