Meu novo capítulo: Metropolitana Web

Já fazem alguns dias que entrei para a equipe da Metropolitana Web, embora não tenha ainda um programa na grade da emissora (mas aguardem, pois novidades virão). Ontem tive a noção exata disso: no final da tarde fizemos um churrasquinho animado no Beer Box Cantegril, com direito a Live no Facebook, sem pauta específica: a tal Confraria da Metropolitana.

Foi interessante, para mim, sentir-me parte da nova casa. E eu estou gostando dela.

Nessa nova fase, a ideia é que eu seja menos político, menos levado a debates carregados de opiniões formadas, e mais comunicador. Inclusive, fazendo entretenimento, algo que eu antes não fazia. E tudo isso ao lado de figuras queridas pelo público viamonense, pessoas incríveis que eu antes mal conhecia mas, agora, estou adorando.

Abaixo, a foto que fizemos: não reparem na edição “super profissional” dos rostos que não puderam estar lá na hora.

 

 

Familia Metropolitana Web

 

O Sul – o jornal que QUASE foi

Saiu no Blog do Prévidi.

A DUPLA ATACA NOVAMEMTE! Primeiro eles escreveram o polêmico “A RBS DESISTIU DO RIO GRANDE”.
Desta vez, o texto é do jornalista Fábio Salvador com a importante colaboração do arquiteto Eduardo Escobar.


 

No final de março de 2015, o jornal O Sul deixou de ser impresso, migrando totalmente para a internet. Agora, passados três anos, podemos analisar o que isso significou: o jornal que ia “revolucionar” a comunicação no Rio Grande apagou-se.

Para quem não lembra, o projeto original da empresa na virada do século era criar um jornal popular e popularesco para ganhar as massas. Um formato que, na minha opinião, combinaria perfeitamente com o padrão estético da rede toda.

O problema foi que a RBS correu na frente e criou o Diário Gaúcho. Aliás, histórias sobre um vazamento de informações sobre o projeto da Pampa motivando a criação do DG são até hoje uma das mais indecifráveis lendas urbanas do Rio Grande.

Privado de sua linha editorial planejada, O Sul tentou destacar-se pelo visual, meio revista e meio experimentação, sendo o primeiro jornal totalmente a cores no RS. Creio que fosse também o mais caro para imprimir.

Uma coisa curiosa é que, mesmo não sendo barato, O Sul sempre me pareceu ter muitos assinantes, em alguns bairros com carrinhos até mais forrados do que os da ZH. O quanto disso devia-se a cortesias e promoções, não sei.

Acontece que a Pampa, apesar de ser a única rede que em algum momento teve condições de suplantar a RBS (a Record tem tamanho, mas tropeça nas particularidades regionais), jamais ambicionou voos ambiciosos: o negócio dos Gadret é ganhar dinheiro, não disputar hegemonias.

 

Otávio gadret, o Sílvio Santos dos pampas.
Otávio Gadret, o Sílvio Santos dos pampas.

 

E aí, vamos a 2015: quando a Pampa anunciou o fim do impresso, houve quem a aplaudisse pela “ousadia”. A maior parte dos profissionais de comunicação que conheço, no entanto, viu naquilo o mesmo discurso usado, na época, por muitos jornais médios e pequenos do interior, deficitários e assolados pelos custos de gráfica, que tentavam glamourizar a capitulação às pressões da dura realidade. O curioso foi ver um jornal grande da capital fazendo isso.

Talvez o abandono das bancas e stands não significasse tanto, se o conteúdo permanecesse interessante. Acontece que o antigo jornal já era conhecido pelo uso generoso de material de agências de notícias, além de repiques da imprensa do eixo Rio-São Paulo. E isso só piorou com o tempo.

O Sul é, afinal, parte de uma rede que inclui emissoras de rádio que só tocam playlists. Aliás, curiosamente, o ouvinte típico dessas estações cita as manchetes do Jornal O Sul anunciadas no meio das músicas, sem jamais ter lido as matérias. Nisso, o jornal antecipou a tendência da “leitura só de títulos” que caracteriza hoje as redes sociais.

Mantendo a coerência, a “jóia da coroa” do conglomerado é uma emissora de TV conhecida por exibir pérolas como o Stúdio Pampa*, e colocar as gatinhas deste programa para apresentar noticiário, além da programação absolutamente heterodoxa da tarde. A Pampa é uma rede especializada em entretenimento, coisas coloridas e celebridades regionais alegres. Jornalismo “hard news” nunca foi o forte da casa.

Ainda quando circulava em papel, O Sul já recebia muitas críticas por sua redação exígua. Na transição, anunciavam que a equipe seria mantida. Pouco depois, no entanto, comentaristas como o Blog do Prévidi e outros já falavam nas inevitáveis demissões.

Na internet, O Sul é, visualmente, um site de notícias normalzinho, clean, colunagem uniforme. Lembra muito um daqueles temas padrão do WordPress. Não que isso seja um defeito: comparando-o com ClicRBS e Correio do Povo, o site da Pampa é o de navegação mais fácil.

 

VIRTUAL PAPER E PDF

É meio engraçado notar que, embora tenham cortado a impressão, eles mantiveram um trabalho residual de diagramação, sendo possível ler o jornal em um virtual papel, folheando na tela, ou ainda abrir um PDF da edição toda e imprimir.

A diagramação da edição folheável, no entanto, é uniforme: fotos no canto, texto colunado, em letra sans serif. Um desenho espartano, a não ser nas capas, que seguem o desenho característico do antigo impresso. Curiosidade: há anúncios de página inteira no “flip”, indicando que há anunciantes interessados no formato e portanto, suponho, boa quantidade de leitores.

 

DE GRANDE APOSTA A COADJUVANTE

Não me entendam mal: O Sul online não é um mau site de notícias. A questão é que, se antes ele era um jornal diferentoso, metido a vanguardista, hoje é um portal de aspecto genérico. Faz um feijão com arroz bem feito.

Me parece que ele ocupa a periferia da lista de prioridades da Pampa. Matérias exclusivas são raras. Grandes coberturas, que eu me lembre não existem.

O Sul tinha, quando impresso, o maior time de colunistas de toda a imprensa gaúcha. Na internet tem apenas quatro, cujas opiniões constituem o principal conteúdo próprio do veículo. Esse time bem poderia fazer mais diferença, não fosse a perda, há muitos anos, do Mendelski para a Record.

O site tem pouquíssimos espaços de propaganda (dois na capa), e estes seguidamente exibem algum banner “chamando” programas da TV Pampa (um sinal universalmente manjado de falta de patrocinadores pagantes).

Até nas pequenas coisas parece haver um certo desleixo. Itens básicos como tags “title” dinâmicas foram esquecidas ou deixadas de lado (eu estou falando sério, ao abrir uma matéria o título da página que aparece no topo da tela é a própria URL).

Na verdade, a Pampa mantém um site de notícias com alguns redatores (bons) e aparentemente quase nenhum repórter, aproveitando a marca “O Sul” após o naufrágio do projeto original de ter um jornal. Naufrágio que jamais será admitido – “não quebrou, migrou!”

* PS: Não tenho nada contra o elenco do Stúdio Pampa e, inclusive, sou partidário da volta do programa. **

** PS2: Uma das minhas desilusões na vida é que o Studio Pampa tenha saído do ar antes de eu alcançar um status de subcelebridade local digno de aparecer no show.

Por quê a imprensa descobriu agora o general Schroeder Lessa?

Aparentemente, todos os grandes jornais e sites de notícias do Brasil resolveram dar manchete às declarações do general da reserva Luiz Gonzaga Schroeder Lessa. O militar diz que, se Lula ganhar seu habeas corpus e puder concorrer novamente à Presidência, não restará alternativa a não ser uma intervenção militar “para restaurar a ordem”.

Eu não vou discutir a teoria do general Lessa. Este artigo é sobre jornalismo. Na verdade, é sobre a pressão midiática para criar um certo clima de instabilidade no Brasil.

 

 

Até estudantes de primeiro semestre de Comunicação sabem que, para cavar uma manchete de impacto, basta procurar por alguém radical o bastante, que aceite ser citado como autor de uma frase de efeito. Preferencialmente alguém já garantido, aposentado, ou que não tenha como perder nada, ou nada a perder.

O jornalismo sério, no entanto, baseia-se na investigação, na checagem de dados e na análise objetiva tanto do valor da informação, quanto do valor da fonte.

Schroeder Lessa não é um general quieto que, subitamente e pressionado pela realidade do Brasil, manifesta-se. Ele tem textos, sempre alarmistas, publicados em sites como o Rainha Maria e outras publicações conservadoras do tipo. Ninguém nunca deu bola. Não se ouvia falar dele. Até ontem.

Comecei a suspeitar da seriedade da reportagem ao ler as falas do general, repletas de palavras em desuso, e com construções lógicas que poderiam muito bem ter sido escritas por Carlos Lacerda. Como se fossem de um personagem do passado. E eram.

Luiz Gonzaga é um general do Exército, mas um general de pijamas. Tem uns de 80 anos de idade, pelo que descobri na internet. Militares aposentam-se cedo. O autor das “declarações-bomba” deve estar, portanto, fora do quartel há duas décadas, pelo menos.

Fazendo um cálculo simples, conclui-se que o auge de sua carreira e de seu poder real de comando ocorreu há uns trinta anos. Sua carreira aconteceu, portanto, durante o regime militar. Sua declaração é, portanto, previsível.

E aí voltamos à questão do mau jornalismo: até um repórter iniciante sabe que a mentalidade dos militares daquela geração não é a mesma dos da geração atual, que são os que têm as armas na mão. E eles não falam em golpe.

Somente a prática de um péssimo jornalismo justifica tamanha repercussão às declarações do general Lessa. Só para compararmos, é algo tão surreal quanto colher o depoimento de algum esquerdista octogenário, e sair dando manchetes sobre uma iminente revolução comunista comandada pelo antigo Partidão.

A RBS desistiu do Rio Grande

Saiu hoje, no Blog do Previdi:

 

Escreve o arquiteto Eduardo Escobar, com a colaboração do jornalista Fábio Salvador:

A RBS desistiu desistiu do Rio Grande

Não! Não estou profetizando uma iminente venda do que restou do Grupo RBS, aos sul do Mampituba…
Mesmo que isso passe pela cabeça da Família Sirotsky e de alguns executivos, falo de “desistir” no sentido de não estar nem aí pro que acontece no Estado. Em especial, a RBS deixou de se importar com a manutenção da “personalidade” do gaúcho que ela, de certo modo, ajudou a formatar ao longo das últimas seis décadas.

Começando com Maurício Sirotsky e, depois, com Jayme, os filhos e netos, o gaúcho percebeu que não vivia sem rádio, sem jornal e, mais recentemente, sem a TV, que unificou os diferentes rincões.

A palavra-chave do sonho do patriarca era, sem dúvida nenhuma, integração. Integração do Estado e integração dos seus veículos de comunicação. Infelizmente, o sonho do Seu Maurício não alcançará a quarta geração.

 

 

O xodó do Grupo

Comecemos analisando o xodó do Grupo: a RBSTV (ainda que eu me refira a ela, num reflexo condicionado, de TV Gaúcha) não é nem sombra do que foi um dia. Aquilo que, em tempos idos, foi uma rede de emissoras distribuindo notícia e entretenimento por todo o Estado, hoje só tem dois programas que podemos considerar “horários nobres” de segunda a sexta-feira: o Bom Dia Rio Grande e o Jornal do Almoço. Ao lado deles, temos um dos mais chatos programas regionais no final de semana, o Galpão Crioulo (que merece um capítulo à parte).

Você já notou aquelas vinhetas antes e depois de cada programa, mostrando belas paisagens do nosso Estado ou trabalhos de fotógrafos, assinado pelo Jornal do Almoço?

Aquilo parece um espaço cultural? Só que não é: ali era para estar sendo vinculado o anúncio de um patrocinador local, fixo dos programas. As vinhetas rodam porque não há anunciantes locais investindo em publicidade na TV.

A RBSTV (TV Gaúcha!) se sustenta nas cotas de anunciantes da rede nacional. Sumiram o Banrisul, a Tramontina, o Zaffari, as grandes lojas de departamentos. Dois ou três apoiadores resistem, bravamente, nos horários do JA e do RBS Notícias. No Bom Dia Rio Grande, só me vem à cabeça o comercial do pinto mole e da ejaculação precoce. E ainda assim dizem que a TV é o veículo com maior faturamento no grupo. Imagina o que sobra pros outros?

 

O grande jornal

Ah, o jornal. O que dizer sobre Zero Hora, que suplantou os veículos do antigo barão da imprensa gaúcha, o velho Breno Caldas? Primeiro, faz uns seis meses que não tenho acesso ao jornal no seu meio físico, o papel. Ele perdeu seu protagonismo, segundo os especialistas, por culpa da internet. Por isso ele migrou para dentro da web e, acreditem, tirou ainda mais o tesão pelo formato em papel.

Vocês podem estar pensando que essa falta de apelo do jornal tradicional deve-se à facilidade de acesso pelo computador. Mas não! Não, pelamôrdedeos, não!

Veja bem: primeiro, eles acabaram com a coluna policial. Os especialistas iluminados disseram que o leitor/mercado não via mais razão para um espaço dedicado à crônica policial, porque esse assunto poderia muito bem ser absorvido pelas páginas que tratassem do “cotidiano”. Depois, pararam de abordar o dia a dia das cidades, de cobrir os problemas de modo pontual, porque qualquer buraco no asfalto, qualquer ônibus lotado, começou a ser tratado pelo viés político. Se um caminhão dos bombeiros estraga, a culpa é dos políticos. Se falta uma sinaleira pras crianças atravessarem a rua e chegarem na escola, é culpa dos políticos.

E ZH se transformou em um grande jornal que só trata de dois assuntos: política e futebol. Ah! E quando falo de futebol estou falando de dupla Grenal.

 

As rádios do Grupo

Basicamente, as principais rádios canibalizaram-se. A Cidade virou Farroupilha FM, e logo ali virará qualquer outra coisa, porque a Farroupilha em duas ondas não deu certo.

A Atlântida (ATL) virou rádio de pateta e a Itapema perdeu o nome pra daqui a pouco ser engolida por essa ATL jovem. Aliás, a ATL já engoliu também a Rádio Gaúcha (ninguém notou?), o antigo orgulho da gauchada. A ideia de que onde quer que o sinal dos 600 MHz chegasse, haveria um gaúcho sintonizando a Rádio Gaúcha, virou coisa do passado.

Não existe mais nenhum programa que tenha a audiência antes registrada com os grandes comunicadores que sobreviveram à virada do século, por todo o Brasil. Jayme Copstein, Lauro Quadros, Ranzolin, Lasier. Eram figuras que extrapolavam a audiência local. Seus substitutos não servem para amarrar os sapatos destes grandes nomes do rádio.

E a fusão? A fusão da rádio e do jornal, que foi além da unificação das páginas na internet, criou um veículo que não tem o quê dizer ou repercutir.

Aliás, GauchaZH se transformou num veículo que não dá notícias. A rádio e o jornal são essencialmente veículos OPINATIVOS. Só publicam a opinião de seus jornalistas/celebridades e de seus ouvintes/leitores. E só se eles estiverem com a mesma opinião. Enfim, a rádio/jornal entrou numa espiral hedonista. É o cão lambendo as próprias bolas.

 

Cagando para o Rio Grande

Lembram do Garota Verão? A promessa era de ficar um ano suspenso e voltar mas, claro, não voltou. E antes que as feministas fiquem indignadas, o Garota Verão era um instrumento (comercial/cultural) de integração regional, ainda que explorasse a beleza de meninas. Depois disso só sobrou o porco no rolete que passava no Teledomingo, como símbolo da integração regional. Mas esse, também ele, não resistiu.

Expoagro, Expodireto, Expointer: onde estão as grandes coberturas destes eventos, que monopolizavam todos os veículos do Grupo? Onde estão os projetos como o Curtas Gaúchos?

A RBS perdeu a cobertura do Carnaval de Porto Alegre e, agora, age como se não existe mais carnaval na cidade… Porque, sejamos francos, na realidade não existe mesmo. Mas este não é o ponto.

O Grupo só investe no Gauchão porque a Globo paga com seus anunciantes a exclusividade na transmissão. Por isso a RBS finge que cobre com prazer o certame estadual. Mas, se dependesse da empolgação com que os donos do conglomerado olham para o Rio Grande, a animação já teria acabado faz tempo – como, de forma geral, fica evidente que acabou.

Sobre esse novo Canal Viamão de Notícias

Entrou no ar o Canal Viamão de Notícias, criado pelo jornalista Vinícius Santos, que já comandou a Comunicação da Prefeitura e é o “herdeiro do trono” do centenário (e meio falecido) jornal Correio Rural.

Visualmente, o novo site é uma composição simples e leve, usando como base o WordPress. Rápido no carregar, funcional, de fácil navegação e bem organizado em editorias, mistura matérias jornalísticas e textos de opinião na capa – abandonando a velha obsessão (vinda do jornalismo analógico) de separar visualmente as duas coisas.

 

 

As primeiras notícias demonstram um certo bom-mocismo politicamente correto nos assuntos e nas linguagens (algo que já vinha marcando o antigo CR nos últimos anos). Os releases da Prefeitura são uma das fontes claras de informação. Já o primeiro texto de POLÍTICA (item importante de se analisar, visto que o veículo nasce em ano eleitoral) foi sobre a vinda do pré-candidato do PSDB, Eduardo Leite, a Viamão.

Nada disso surpreende. Afinal, a redação do CVN fica na Estrada da Branquinha 299 – mesmo endereço da FACESI, a faculdade capitaneada pelo ex-prefeito tucano Valdir Bonatto.

O editor Vinícius diz, no entanto, que a política não será o assunto principal e que a ideia é focar no novo público surgido agora que Viamão torna-se uma cidade com uma população universitária significativa (não só na própria FACESI mas na PUCRS e no IFRS), com novas necessidades de informação e integração.

É óbvio que não se pode falar em neutralidade – que é uma lenda do jornalismo, uma fábula, nunca existiu de fato em parte alguma do mundo – mas, pelo que entendi, haverá uma preocupação em manter o profissionalismo, um zelo em não cair no panfletismo aberto. O quanto isso será possível com a pressão da campanha eleitoral daqui a alguns meses, ninguém sabe.

 

 

NOVIDADE E TRADIÇÃO

Por trás do visual clean, dos textos sucintos e da logomarca minimalista, o novo site tem muito em comum com o antigo Correio Rural. A começar pelos colunistas: o patriarca Milton Santos está lá, as crônicas do Pano Terra estão lá, e o esporte ficou a cargo do Saul Teixira. Há uma coluna “do leitor”. É mais ou menos “tudo como antes, no reino de Abrantes”.

Se o CVN herdou tantas características e a equipe do CR, por quê não manter o Correião? Segundo o próprio Vinícius, o nome do velho periódico não “colava” bem ao formato e à proposta do novo espaço.

A marca tradicional deverá ficar para sempre atrelada à memória do jornal fundado por seu bisavô em 1912 em mídia física, ou seja, em papel, e tornar a circular apenas SE e QUANDO, um dia, houver espaço para seu retorno como uma publicação impressa.