A luta continua!

Sem Igualdade, não há verdadeira Liberdade. Sem ambas, não há verdadeiro Progresso. 

Ainda, se não houver Fraternidade, para que iríamos querer o Progresso?


 

Quem sabe faz a hora, não espera acontecer!

(mas é preciso saber a hora certa para fazer sem se estrepar – idealismo só serve para alguma coisa se vier acompanhado de bom senso prático)

 


 

Existem duas coisas que aprendi com a experiência:

A primeira delas é que os mansos, os quietos, os passivos – embora possam até eventualmente herdar o Reino dos Céus – estão condenados a perder espaço, voz e eventualmente até a si mesmos.

Raul Seixas nos ensinava que é preciso “ser sincero e desejar profundo” para ser capaz de sacudir o mundo.

Já o glorioso Hino do Rio Grande do Sul aconselha-nos a mostrar “valor, constância nesta ímpia e injusta guerra” – que guerra? Todas! E a vida é CHEIA delas!

A segunda coisa que descobri é que não existe nenhum “modelo social perfeito”. Toda vez que alguém acredita ser capaz de “resolver tudo” com a implementação de uma utopia que funciona no papel, um monte de gente inocente morre.

Então, nunca – NUNCA – renuncie à inteligência e ao bom senso só para agradar ao amigo, ao eleitor, ou para sentir-se parte de alguma manada.

Todo dia, a luta continua.

 


 

CORAÇÃO DE ESTUDANTE

Eu tinha 11 anos e estava andando na rua. Uma pequena multidão passava na rua Laurindo. Acabei acompanhando aquele estranho carnaval por umas quadras.

E assim, por acaso, eu engrossei sem saber uma passeata do Fora Collor.

Gostei da sensação.

Eu iria repetir esse mesmo tipo de emoção anos depois, no Ensino Médio.

governo FHC queria acabar com o ensino técnico concomitante ao Médio na Escola Técnica da Comércio da UFRGS pelo governo FHC. E nós trancamos a Avenida Ipiranga algumas vezes, pelo direito de estudar.

Vencida essa etapa, veio a faculdade na PUC RS, na qual entrei na virada do século.

Foi uma época de grande radicalização na universidade. Contestávamos o controle (monopolizado por um grupo partidário) sobre o Diretório Central dos Estudantes. Montamos barracas e passamos noites em vigília no Campus, tivemos enfrentamentos com a polícia.

Até publicamos – eu e uns amigos da Faculdade de Comunicação – um jornalzinho reproduzido à base de Xerox. Eu iria, depois, meio que me especializar em produzir panfletos e jornais “incendiários”.

Com a formatura em 2005, meu lado agitador entrou em um hiato. Eu tinha responsabilidades demais e tempo de menos.

 

Mas, neste intervalo, eu fiz algumas coisas interessantes na política partidária.

Ali pelo final de 2005, eu estava no PDT e tive minhas primeiras experiências em assessoria de imprensa, mesmo que voluntariamente.

Em 2008, por um curto período fui vice-presidente do PTdoB em Viamão/RS.

Em 2011, fiz parte da Executiva Minicipal da Juventude do PMDB na mesma cidade.

 

AS PASSEATAS DE 2013

Ah, 2013… o Brasil inteiro levantou-se, cansado da corrupção e do descaso da classe política.

Eu participei das duas grandes passeatas ocorridas na cidade de Viamão – e na segunda delas, eu estava na linha de frente.

Tínhamos pautas diversas: saúde, transporte, etc.

Aquele foi o primeiro grande movimento de massas organizado pelas redes sociais e eu, de alguma forma, já tinha noção de ser aquele um momento relevante da História do Brasil.

Olhando em retrospecto, talvez tenhamos dado vida a um “monstro”, que viria nos engolir depois. Mas na época, não havia como ficar quieto.

 

A GRANDE GREVE DOS ELETRICITÁRIOS

Em 2014, me envolvi na deflagração e, depois, na coordenação da grande greve dos eletricitários, que paralisou toda a área de concessão da CEEE Distribuição durante o governo Tarso Genro.

Aquele foi o primeiro movimento do tipo em duas décadas no Rio Grande do Sul.

Esta greve teve enorme importância no meu processo de amadurecimento como líder, sendo minha primeira experiência como figura relevante em alguma coisa, capaz de tomar ou influenciar decisões de um grande grupo.

E eu tenho orgulho das posições que defendi – a principal delas foi vetar a participação de partidos e de suas bandeiras.

Fiz isso porque acreditava que as discussões políticas poderiam rachar nossas fileiras por dentro e desmoralizar nossa luta, desvirtuando-a das pautas concretas, importantes para todos os trabalhadores ali.

Outra memória marcante da paralisação foi a intensa agenda de reuniões com políticos que tentavam mediar uma solução entre nós e o governo. Foi quando adquiri meu verdadeiro gosto pela negociação e pela diplomacia.

 

MUDANÇAS DE VIDA E NOVAS LUTAS

No ano de 2015, passei em outro concurso público, desta vez para o governo federal, e me desliguei da categoria eletricitária e do sindicato.

Estou atualmente filiado ao SindFazenda, sindicato no qual eu ainda não ocupo posição alguma. O que não me impede de agitar um pouco e puxar sempre a corda para o lado da ação.