Defendi a Indústria e a Tecnologia no debate sobre eixos tecnológicos do Instituto Federal Farroupilha de Caçapava do Sul

Ontem à noite, tivemos o debate público sobre a escolhe dos eixos tecnológicos dos cursos do futuro campus do Instituto Federal Farroupilha em Caçapava do Sul.

Eu falei neste evento, fazendo a defesa de duas áreas que considero vitais para o desenvolvimento da região.


IFFAR

O IFFAR vai instalar um campus em Caçapava do Sul. Em breve a Prefeitura deve doar uma área para a construção, e o projeto vem andando a toque de caixa.

A instituição oferece cursos técnicos, tecnológicos, graduações, pós e mestrados. Sua instalação representará um salto importante para a cidade e a região.


O debate

Com as presenças da reitora do IFFAR, dos prefeitos de Caçapava, Santana da Boa Vista e Lavras do Sul, e de uma multidão (inclusive de estudantes), foi realizado na noite de ontem um debate para definir quais áreas de cursos a unidade caçapavana terá.

Um eixo é obrigatório: o da Educação, da formação de novos professores.

Fora este, foram colocados para escolha outros três:

– Recursos Naturais (agronomia, mineração, etc);

– Indústria Alimentícia (enologia e outras áreas);

– Tecnologia e Comunicação (redes, IA, etc);


O que defendi

Eu me inscrevi para falar e critiquei a ausência do eixo de Controle Industrial na lista votável. Falei das dificuldades de industrialização que vi em Viamão, justamente pela falta de mão de obra capacitada, e disse que Caçapava jamais sairá do eixo entre campo e minerais se não formar gente que possa atuar na indústria.

Essa minha fala foi depois corroborada pelo representante da empresa Dagoberto Barcelos, de calcário. Ele disse que já emprega quase 40 técnicos industriais “importados” de Canoas, pois não há mão de obra especializada local.

Dentro da lista de eixos apresentada, defendi então que se tenha os de Tecnologia e de Indústria Alimentícia.

Acontece que boa parte dos cursos da área de Recursos Naturais, nós já temos na ETERRG e na Unipampa.