JORNAL OPINIÃO E SEXTA: Quem ainda é contra o progresso?

Publicado no Jornal Opinião de Viamão, na edição do dia 17/12/2019, e no Jornal Sexta (online) em 18/12/2019.


O Governo Federal lançou uma cruzada pela liberdade econômica, com foco central na desburocratização. Governos estaduais e municipais seguiram na esteira, e Viamão não poderia ficar de fora.

As novas medidas deveriam ter sido sancionadas no evento da ACIVI semana passada. Não o foram porque um vereador pediu vistas.

O projeto sofre fortes ataques de alguns partidos – e seria leviano creditá-los à esquerda em geral, porque o PSB não faz coro com eles – mas o primeiro bombardeio veio, mesmo, do Sindicato dos Comerciários. Fato incompreensível, já que o texto não mexe na vida dos empregados.

O ponto principal das propostas é outro: hoje, médias e grandes empresas costumam enfrentar exigências de contrapartidas para além do impacto que causam – como se a cidade tentasse arrancar o financiamento para suas obras das mãos dos incautos que aqui chegam.

Além disso, o empreendedor é tratado com suspeita: na falta de uma legislação clara sobre algum aspecto do processo de licenciamento, trava-se tudo. Em um mundo em constante mudança, isso freia o desenvolvimento.

O que a equipe do Prefeito André Pacheco tenta fazer é, justamente, inverter essa lógica. Exigir contrapartidas justas e, no eventual vácuo normativo, liberar. Em resumo: facilitar.

A fúria sindical parece ter como pivô a liberalização dos horários e dias de funcionamento do comércio. O que não faz sentido: se a jornada é de 8 horas, lojas abertas à noite serão obrigadas a contratar mais gente. Não é isso que a classe trabalhadora precisa?

O querido leitor talvez não esteja entendendo a lógica da oposição. O pedido de vistas partiu de um vereador tucano, de discurso liberal mas inimigo do governo. Ok. Direito dele. Já a luta da “esquerda do contra” é fruto de uma visão ideológica mesmo. É a Vanguarda do Atraso em sua expressão pura.

“Progresso é opressão” – gritam – “hasta la victoria, siempre!”