PDT de Viamão – Fundação e Governo (Jorge Chiden)

Este livro, escrito por um político, bem poderia ser um panfletão. Mas não é. Ele acaba sendo uma belíssima peça de historiografia da cidade de Viamão, no Rio Grande do Sul. Saiu em 2011, e o autor é o ex-prefeito Jorge Chiden.

A frase de apoio ao título é a descrição ideal do que vem a seguir: “A história que merecia um livro”. Porque essa história, da forma como ela foi escrita, merecia mesmo um livro. E que livro!

Chiden não é jornalista, escritor profissional nem nada do tipo. O livro tem alguns erros de português, algumas redundâncias, e há alguns equívocos de diagramação: embora o texto diga que “ao lado vemos o balanço de tal coisa”, as versões digitalizadas dos materiais e reportagens de jornal são pequena demais para que possamos ler.

Mas, se o livro não é tecnicamente perfeito, por outro lado é uma leitura muito empolgante. Especialmente para quem mora em Viamão e conhece os personagens citados.

Sério: é um livro muito bem escrito. O conteúdo tem uma fluidez, ele carrega o leitor através das páginas. É o tipo de livro que a gente começa a ler, e não quer parar mais. Se o sujeito pega para ler tarde da noite, o sono desaparece e corre-se o risco de passar a noite em claro, para ler o livro até o final.

A capacidade “viciante” deste livro só resvala um pouco nas páginas que o Jorge dedicou à lista de obras dos governos, que é muito extensa, e acaba ficando enfadonha.

No geral, é uma baita de uma leitura. Duas coisas, principalmente, me chamaram a atenção.

A primeira, são os depoimentos e causos das campanhas, que nos levam a uma época mais inocente da política, na qual a militância dos partidos saía pela madrugada pintando muro, espalhando panfleto, passava dias acampada em vila para estruturar partido. Acho que já havia a militância paga, os famosos “agitadores de bandeiras”, que hoje vemos em toda parte, mas o papel principal era do pessoal engajado.

As histórias contadas nos dão a nítida impressão de que aquela gente viveu uma época e uma história, que mereciam mesmo ser vividas. Dá inveja até, para quem olha a partir destes nossos apáticos e desiludidos anos dois-mil-e-tantos. Os governos do PDT erraram, claro, deram trombadas, mas fizeram tudo o que fizeram tendo propósitos. Não é o tipo de coisa que se vê hoje, com um sistema partidário no qual ninguém é de esqueda ou direita, e todo mundo diz que vai “fazer mais”. Não! O governo Tapir Rocha declarava-se socialista! Os caras acreditavam mesmo nas bandeiras que empunhavam! uma coisa meio ingênua, até, se olharmos agora.

Os caras abriram um cinema popular, para conscientizar as massas, e passavam até filmes do Eisenstein para o povo!

A segunda coisa notável no livro, são as histórias dos governos do PDT. Dá para notar que as obras e realizações são quase todas de pequeno porte, mas espalhadas, e inúmeras. Eram governos que não tinham um tostão, mas tentavam fazer uma revolução na cidade. Muitas soluções eram legitimamente caseiras, mas resolviam. Havia um certo clima de “vamos fazer tudo diferente” no ar. Um clima até, de certa improvisação, de tentativa e erro, de vontade de fazer mesmo.

Um bom exemplo é o ancoradouro de Itapuã. Olhando para ele, nota-se que não é nenhuma estrutura faraônica, é uma obra bastante modesta, para uma prefeitura: clubes particulares possuem estrutura do mesmo tamanho. E no entanto foi uma grande realização dos governos do PDT. Algo relativamente simples, mas que resolveu, e continua resolvendo mesmo passados quase 30 anos.

Os depoimentos das pessoas que viveram aquelas coisas são um caso á parte. A gente hoje vê esses personagens como tiozões sentados em algum gabinete ou quietos, cuidando das vidas deles, e aí, no livro, a gente vê esse pessoal na juventude. E vou te dizer: Viamão tem mais heróis do que eu imaginava. Eu já sabia de muitas das coisas relatadas no livro, mas nunca as tinha visualizado como estou fazendo agora, durante a leitura.

Um bom exemplo é o Pedrão Negeliskii.  Eu o conhecia apenas como o diretor do Jornal Opinião, um semanário que é muito bom no quesito distribuição, mas jornalisticamente deixa a desejar. Enfim. No livro, ficamos sabendo que ele já foi uma espécie de herói esportivo da cidade, campeão de um monte de categorias de corrida, recordista estadual, uma lenda viva. Que fez muito pela cidade como Secretário de Educação. Coisas que a gente não imagina vendo o Pedrão hoje em dia.

Outros bons exemplos são o Bira Camargo, Leonel Rocha, o Natalício do gabinete do Romer, e o próprio Romer. Essas pessoas fizeram um monte de coisas interessantes, enfrentaram uma época dificílima.

O livro, claro, dá certa derrapada no “culto à personalidade”, pois enfoca de maneira muito principal (especialmente nas partes finais, na coleção de imagens e nas listagens de realizações do governo), na gestão do autor do livro, Jorge Chiden, parecendo relegar a um papel algo secundário o governo Tapir Rocha. Quando se sabe que, de fato, o grande nome do PDT de Viamão sempre foi Tapir.

Há um lado importante nessa coisa de dar destaque às façanhas do Jorge Chiden: acaba sendo um resgate histórico importante, porque enquanto o Tapir virou nome de estrada, busto na praça, nome do plenário da Câmara, e herói lendário de Viamão, seu sucessor sofreu uma espécie de esquecimento do imaginário coletivo. Algo inexplicável, quando a gente olha o tanto de coisas que ele fez no governo.

Concluindo, este é um livro de pequenas e poucas falhas, e enormes e muitíssimos acertos. Recomendo, e recomendo mesmo. Baita livro. Baita leitura. Baita história!03

Solo (Juremir Machado da Silva)

Este livro do Juremir Machado da Silva é narrado a partir do ponto de vista de um personagem perfeitamente desprezível, mas interessante. São mais de 360 páginas que fascinam enquanto falam sobre o nada.

O personagem e tema principal do livro é um sujeito que tem dinheiro. Não é rico nem poderoso, mas tem renda suficiente para viver sem trabalhar. Ele assiste a muita TV, e sofreu uma grande desilusão amorosa, com a partida de uma tal Alice, sua namorada ou algo assim. Mais adiante, fica a dúvida se ela era real, imaginária, ou real mas lembrada em uma visão idealizada.

Bom. O fato é que este desocupado não tem sentido na vida. Vê muita TV e tem um fascínio pelo personagem Louro José. Aquele papagaio da Ana Maria Braga. O interessante é que ao longo do livro vemos as contribuições filosóficas tiradas de tudo que é programa televisivo, e o livro em si parece em boa parte uma tiração de sarro com a TV.

Mais adiante na trama, o foco sai da TV e o protagonista começa a procurar suas respostas no misticismo. Procura o batuque e depois viaja, até mesmo para o Peru. O final é bastante confuso. Não se sabe mais o que é realidade e o que é ilusão, e cada leitor que conheço interpreta a coisa de uma forma diferente.

A narrativa do livro todo é em linguagem coloquial, cheia de palavrões. O personagem narra suas fantasias, taras, indecisões, suas idas ao banheiro e sua masturbação. A linguagem e a própria construção do personagem são meio decadentes, pessimistas, desiludidas.

Juremir Machado da Silva deve ter lido e traduzido livros demais de Michel Houellebecq. A falta de propósito da caminhada e da vida do “herói” de “Solo” lembra um pouco “Extensão do Domínio da Luta”, até nas personalidades relutantes e nas sexualidades sem empolgação nem glamour, algo meio “necessidade fisiológica”, dos protagonistas dos dois livros.

Solo é um livro longo. Em alguns pontos, chega a ser cansativo. Há alguma repetição. Mas a vida real é repetitiva e este é um livro realista, no sentido de que retrata um personagem comum dos dias de hoje. Apesar de absurdo, ele é plausível. Trata-se de uma obra bem escrita, que não ganhou metade da fama que deveria ter ganho, porque foi com certeza o livro de ficção mais empolgante que Juremir já escreveu. Em suas páginas, nos ensina basicamente nada, começa em coisa nenhuma e não vai a parte alguma. Mas é viciante. Quem começa a ler não consegue parar até terminar.

E, vira e mexe, bate aquela vontade de reler.

Da Fama à Fome (Vera Lima Ceroni)

Era 2014. Eu estava trabalhando, quando tive a chance de conhecer Vera Lima Ceroni, psicóloga, dona de uma clínica aqui em Viamão, uma mulher que me passou uma impressão de possuir tremenda força e determinação. Ela me contou uma história interessante e no dia seguinte me trouxe este livro, do qual é autora. Não é bem uma biografia, nem bem um romance. Não sei classificá-lo.

Não há ficção neste livro, nenhuma. Nem precisa. Os fatos em si são tão surreais, e a narrativa tem um ritmo tão empolgante, que é impossível parar de ler.

A personagem principal, Josi Campos, foi modelo e atriz nos anos 1980. Ganhou concursos, posou para a Playboy, fez novela. Mas na metade da década seguinte estava passando fome, com problemas psiquiátricos.

O livro não é uma biografia da ex-famosa. Não lemos quase nada sobre a “história conhecida” dos anos de sucesso de Josi. O centro da obra é o relato de uma história de vidas entrelaçadas: Josi deixou um namoradinho de juventude para ir viver a fama, esse namorado casou com a autora do livro, e no fim das contas, caindo do Olimpo da fama para a insanidade mental, Josi acaba incorporada a essa família.

Estamos falando de um livro sem firulas: ele tem apenas 77 páginas, letras grandes, espaçamento um e meio. Da primeira página até a 34, temos a história. Da 62 até a 76, uma galeria de fotos e esclarecimentos sobre a vida atual da ex-modelo. Da página 77 até o final, uma entrevista com o médico Dráuzio Varela, aliás muito esclarecedora, sobre a esquizofrenia.

A diagramação toda da obra deixou ela leve e fácil de ler. A capa é genial. E o número de páginas, a distribuição dos assuntos, foram ideais. Só não gostei das fotos, que ficaram muito escuras.

Ceroni é uma mulher sem frescuras, e o livro segue o mesmo estilo: ela não usa linguagem rebuscada nem tenta impressionar ninguém com sofisticação literária. A impressão é de que estamos diante de um relato verbal.

E não há ficção no livro. Nem precisa. Os fatos em si são tão surreais, e a narrativa tem um ritmo tão empolgante, que é impossível parar de ler. Eu mesmo li o livro todo de uma vez só. Sem parar. Sem cansar.

Pena que eu tenha apenas um exemplar (com dedicatória) dessa sensível e interessantíssima obra, senão sortearia uns para os amigos leitores.

Tipinhos Típicos: O Intelectual DesIntelectualizado

Talvez você conheça o Geraldo. Ele é um cara legal. Mais ou menos. Geraldo é um cara peculiar. Sim, eu tenho a impressão de que você provavelmente também o conhece.

Ele foi um adolescente inteligente. Lia muito jornal, rodeava-se de livros. Compreendia a realidade brasileira e mundial com certa clareza e discutia política, história e sociedade melhor que os adultos. Por isso, acabava sendo visto como referência por muitos de seus colegas. Um futuro estadista, talvez.

Só que o tempo passou, e Geraldo foi adiando sua participação ativa na política. O tempo passou, e ele manteve-se um guerreiro a lutar à margem da guerra. O tempo passou, e muita coisa passou.

Tanto o tempo passou que agora, aos trinta e tantos anos, Geraldo é esse personagem peculiar, cuja retórica ainda impressiona aos ouvintes mais desavisados. É que ele constrói, em torno do noticiário atual, análises embasadas nas regras do jogo de vinte anos atrás.

De toda aquela leitura da juventude, já esqueceu boa parte. Daquilo que lembra, excluiu de seu repertório tudo o que, na experiência prática da vida, provou-se mera “viagem” teórica. Resumindo: ele perdeu muita coisa e jogou fora muito lixo. Mas não comprou mobília nova para a casa.

Tira conclusões sobre a política brasileira como se ela fosse meramente a reencenação do roteiro do século XX com novos atores. Traduz a geopolítica do século XXI com o dicionário da Guerra Fria.

A verdade é que Geraldo sofre de uma pesada preguiça intelectual. Em algum momento da vida, acreditou saber o suficiente para “se virar” diante de qualquer nova realidade e hoje só lê opinião pronta, construindo sua “visão” com um pastiche dessas leituras apressadas, fazendo uma ou outra consideração original, geralmente meio míope.

Nosso amigo é um Intelectual Desintelectualizado – um sujeito que hoje não sustenta um debate em esfera alguma, e não abre a mínima brecha para que a realidade possa mudar conceitos que já mofaram dentro de sua cabeça.

Como domina algumas frases de efeito, alguns autores batidos e fez seu nome em tempos melhores, ainda consegue alguns “likes” e alguma atenção – basicamente de novatos que ainda não perceberam sua vaziez de bases válidas, e de gente mais antiga que divide o mesmo grau de desintelectualização progressiva.

É assim que, buscando validação (não de ideias, mas de ego), ele bosteja seu nonsense anacrônico em rodas de amigos, recebendo a aprovação dos demais barrigudos, antes do próximo gole de cerveja. Vitória! Geraldo sente-se um opinador relevante!

É que sua maior luta, na verdade, é para conservar a própria autoimagem, esse status de “pessoa com a argumentos e opinião sobre tudo”, além de manter as próprias visões de mundo a salvo da evidente caminhada da História.

Vazio de erudição, de referências e de ideias inovadoras ou significativas, seus textos tendem a parecer mornos. Essa aridez é “compensada” com virulência verbal.

Na verdade, ele está à margem do processo todo. É irrelevante, até mesmo para si – como não consegue mais digerir os fatos, sai atrás de quem o faça. Lê o articulista A e concorda com ele. Depois lê o B, e já reconsidera. No fim, tem algo a dizer sobre tudo, sem na verdade tomar lado. Tornou-se um grande agregador de pedaços de opiniões.

Espera, agitando os braços desordenadamente no mundo do debate das ideias, bater ao acaso em uma tábua que o salve do afogamento, e que o leve novamente para o navio de onde caiu lá pelo fim da adolescência.

Geraldo é uma bomba que poderia ter dinamitado muita coisa, mas seu pavio molhou. E solta fumaça pra sentir-se, assim, explosivo.

Tipinhos típicos: a madame chique de classe média

Ela não cumprimenta o gari pelo qual acaba de passar, exibindo já em plena avenida seu distinto nariz empinado. Faz questão de descer – onde todos nós possamos presenciar – do carro mais caro que o limite de seu orçamento mensal pôde parcelar. Com indisfarçável satisfação, fala de suas mais recentes compras, ao lado das amigas. E recita, pela enésima vez, a opinião sobre algum restaurante mais ou menos caro no qual teve a honra de botar os pés algumas vezes na vida.

Avalia todas as pessoas – e crê estar sendo avaliada – pelo valor acumulado das roupas que cada um carrega sobre o corpo. Marcas. Tecidos. Grifes.

Entra ou não em uma casa conforme a qualidade do reboco da parede e o material de que é feita a porta. Vai ou não à casa de uma amiga ou parente dependendo do bairro em que esta pessoa mora.

Bate foto em lugares badalados. Esfrega-se como pode a nomes, títulos, lugares, como se o convívio a pudesse contaminar com a riqueza, com o luxo. Faz questão de conversar com gente importante, mesmo não tendo nada a dizer, nem condições de entender o que a pessoa diz.

Para descontrair seus comensais, conta piadas sobre o jeito “tosco” da faxineira que semanalmente vai a sua residência, proibida de comer à mesa com a família e monitorada “no detalhe”. A mesma que serve-lhe de principal suspeita a cada vez que um objeto é perdido pela casa. Aquela, cujo filho tem, às vezes, o supremo privilégio de brincar com o filho da bondosa patroa.

Ela tem certo medo de “misturar-se”. Pobres parecem-lhe sempre suspeitos. Sujos e suspeitos. E perigosos. O contato com eles, em sua vida, é praticamente um safári, como aqueles que os nobres britânicos entediados faziam na África selvagem.

Quem a vê do alto de toda sua pompa a desprezar as praias de Cidreira, Pinhal e outros destinos turísticos “do povão”; quem acompanha suas fotos em viagens internacionais no histórico da rede social; ou percebe o nojinho (nada disfarçado, aliás exibido) que demonstra ao meramente ouvir falar em mortadela, ou cidra, ou “refrigerecos”… ah, quem a vê assim, não vê o que eu vejo.

Apenas eu, que tenho a visão aguçada, sei o que tudo isso significa.

Todos os sinais estão aí: os sinais, um tanto ridículos, como essa ânsia de colocar-se com força no atual status social, de vincular-se desesperadamente a ele e ao outro, imediatamente acima. Essa fobia do contato com qualquer objeto ou símbolo de pertencimento àquele estrato logo abaixo.

Para mim, tudo evidencia o óbvio: ela saiu de alguma vila, de algum pedaço distante, perigoso e insalubre de uma grande cidade. Um lugar onde eu teria medo de colocar os pés à noite! Ou de um canto obscuro da pobreza rural.

Se trabalhou muito, se estudou, se ganhou na loteria, se gravou uma música, se casou bem, se faz o perfil “self-made-man/woman”, “socialite-júnior” ou “inteligentinho”, se subiu limpamente ou jogando sujo, nada disso importa. O deslumbramento da ascensão social sem a correspondente evolução psico-filosófica é inconfundível.

Não que o mero pertencimento nato à classe média livre as pessoas desse tipo de vício – na verdade, o esnobismo megalomaníaco do classemediano nato pode ser ainda mais caricato. Mas é outro fenômeno.

Não tomem, a mim, por algum tipo de pseudo-aristocrata. Sou apenas um sortudo. Não por ter nascido classemédia de várias gerações (pelo menos por parte de mãe), mas porque, crescendo em um bairro com muito mais livrarias e “sebos” do que shoppings, e com uma mãe totalmente “outsider” à cafonice pequeno-burguesa, desenvolvi certa autoconsciência do ridículo da condição dos membros velhos e novos da minha própria classe.

Para mim, a metáfora maior dessa história toda está nos veraneios da minha infância – no apê de vovó, depois no do papai – em uma praia “boa” (na concepção do deslumbrado médio – eu mesmo, acho todas as praias ótimas). Lá, assisti a levas e mais levas anuais de recém-chegados em seus prédios construídos às pressas, sujando tudo, maravilhados com os preços ascendentes e as ruas sobrecarregadas. Uma massa meio monocromática de peles quase todas brancas, carros quase todos prata, roupas quase todas de marca (pra “desfilar” na areia e estragar na água salgada do mar, vejam vocês) – enfim, toda aquela gloriosa cafonice.

Eu sei do que estou falando.